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Posso tomar anticoncepcional amamentando?

SUMÁRIO

“Posso tomar anticoncepcional amamentando?” Em meio a tantas questões que surgem na vida de quem acabou de dar à luz, essa é uma pergunta que pode ser a causa de muita insegurança e ansiedade. 

Não é segredo para ninguém que a gestação e o puerpério são períodos muito delicados na vida de quem vivencia uma gravidez. Pressões sociais, flutuações hormonais, dúvidas e questionamentos sobre carreira, decisões sobre a criação das crianças, rede de apoio e amamentação são algumas das questões que surgem nesse período, seja na vida de marinheiras de primeira viagem ou mães do segundo ou terceiro filho

Em meio a tudo isso, não podemos esquecer dos cuidados que devem ser tomados durante a amamentação. A pergunta que a Oya responde hoje é: afinal, tomar anticoncepcional amamentando é liberado ou não? Vamos juntas?

Vamos falar de amamentação, pós-parto e métodos anticoncepcionais? 

Antes de falar especificamente sobre o uso de anticoncepcionais durante a amamentação e de responder essa pergunta que não quer calar, vamos falar sobre amamentação?

Importante para estimular o sistema imunológico das crianças e a maturação do sistema digestório e neurológico dos bebês, o aleitamento materno também está relacionado a menores taxas de obesidade na vida adulta, proporciona um melhor desenvolvimento da criança e ainda a protege contra doenças. Já foi provado também que a amamentação contribui para o desenvolvimento e fortalecimento do vínculo entre mãe e bebê.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), o recomendado é que a amamentação seja a fonte exclusiva de alimentação das crianças até os 6 meses de idade. Após esse período a introdução alimentar está liberada, mas o ideal é que seja complementada com o leite materno idealmente até os 2 anos de idade, podendo se estender até o momento em que a mãe e a criança se sintam confortáveis. 

Em outras palavras, pode ser que o desmame demore a acontecer. Sabendo disso, muitas mães se perguntam se podem tomar anticoncepcional amamentando, principalmente quem não tem planos de engravidar do segundo filho em um futuro próximo. 

De acordo com a OMS, o mais indicado é esperar 24 meses entre uma gravidez e outra. Isso porque a ciência comprova que intervalos entre gravidezes menores que 18 meses estão associados a maior risco de o bebê nascer com baixo peso, em parto prematuro, com paralisia cerebral e subnutrição. Nesse período, portanto, todo cuidado é pouco - e isso vale também para a escolha do anticoncepcional na amamentação. 

Posso tomar anticoncepcional amamentando?

Depende do anticoncepcional. Isso porque, idealmente, alguns contraceptivos são sim permitidos para mulheres que estejam amamentando enquanto outros não são recomendados. O ideal é que cada caso seja acompanhado de perto por uma ginecologista.

Importante: apesar de ser um fator que pode atrasar o retorno da ovulação, a amamentação não é, necessariamente, um método anticoncepcional. Acredite: é sim possível engravidar durante o aleitamento!

Qual anticoncepcional tomar amamentando?

Mesmo que muitas vezes seja apontada como um “método contraceptivo natural”, a amamentação não é considerada eficaz para prevenir uma gravidez. Por isso, algumas vezes, mulheres que passam por esse período precisam de uma mãozinha extra na contracepção.

Nesse caso, alguns métodos podem ser usados logo depois do parto, enquanto outros precisam de um tempo maior para o uso. Isso acontece pelo risco de prejudicar a produção do leite materno. Mas antes de chegarmos lá, algumas informações importantes.

Primeiro: não existe um método contraceptivo perfeito, independentemente da usuária ser alguém que acabou de parir ou não. Cada um das opções disponíveis tem uma eficácia diferente e um método de uso apropriado para determinadas rotinas, corpos e prioridades.

Por isso, acreditamos que o conhecimento é a ferramenta mais importante quando falamos sobre escolher o melhor contraceptivo para você, sua realidade e seu organismo. 

Outra questão que surge nesse momento é: existe um momento ideal para escolher o método contraceptivo que vai me acompanhar durante o aleitamento? Apesar de uma grande parte das mulheres não retornarem ao ginecologista após o parto, é recomendado que as novas mães voltem ao consultório médico entre 2 a 3 semanas depois do nascimento do bebê. Nessa conversa, é ideal falar também sobre a escolha de um método contraceptivo.

Com isso em mente, vamos conhecer algumas das melhores opções de contraceptivos para lactantes? Lembrando, mais uma vez, que a escolha do contraceptivo ideal para a sua realidade vai depender de outros fatores, como rotina, doenças prévias e etc.

Contraceptivos que podem ser usados imediatamente após o parto

Nesta fase, os métodos mais recomendados são aqueles que não mexem com os seus hormônios: camisinha (feminina e masculina), espermicida, DIU não hormonal e métodos definitivos (laqueadura e vasectomia). Fique tranquila: esses exemplos não afetam a amamentação.

Mas fica aqui o alerta: não é recomendado ter relações sexuais nos primeiros 40 dias após o parto.

Os contraceptivos conhecidos como métodos de barreira criam um impedimento para blindar o útero do contato com os "temidos" (pelo menos para quem não quer engravidar no momento) espermatozoides. Alguns deles são:

  • Preservativo masculino (camisinha masculina): É o método de barreira mais comum e usado durante relações sexuais que envolvem penetração, seja com pênis ou outros acessórios. Sua efetividade pode chegar até 97%.

Prós: 

  1. Protege contra ISTs (exceto as feitas de intestino de cordeiro);
  2. Ampla variedade de opções (tanto de material, facilitando a vida de quem é alérgica, como de texturas e sabores para quem curte experiências diferenciadas);
  3. Fácil acesso (disponível em farmácias, supermercados, postos de gasolina, etc);
  4. Distribuído gratuitamente pelo SUS em postos de saúde e locais de circulação pública.

Contras:

  1. Produto descartável e não reciclável (usou uma vez, acabou);
  2. A versão mais comum, feita de látex, pode causar alergias ou irritações.

  • Espermicida: é uma substância química que imobiliza e destrói os espermatozóides durante a relação sexual. Ele pode ser usado sozinho (direto no canal vaginal, próximo ao útero) ou combinado com um diafragma ou preservativo (mais recomendado). Sua efetividade pode chegar até 82%. Espermicidas em forma de gel ou creme podem ser inseridos no canal vaginal a qualquer momento, desde que menos de uma hora antes da relação sexual.

Prós:

  1. Livre de hormônios;
  2. Mais autonomia para pessoas com vulva.

Contras:

  1. Não protege contra ISTs;
  2. Baixa efetividade quando usado sozinho;
  3. Pode causar irritações, reações alérgicas e infecção no trato urinário;
  4. Apesar de ser fácil de aplicar, o uso perfeito desse método de barreira exige controle rígido dos horários de aplicação e limpeza.

  • ‍Dispositivo Intrauterino (DIU) não hormonal: O DIU de cobre é um aparelho pequeno e flexível em forma de T que é inserido dentro do útero, liberando íons de cobre na região. A substância tem ação espermicida, que inativa os espermatozoides, impede a fecundação do óvulo e evita a implantação do óvulo fecundado na parede uterina. Sua efetividade pode chegar até 99%.

Prós:

  1. Altamente efetivo na prevenção de gravidez indesejada;
  2. Praticidade: uma vez colocado, o DIU de cobre pode permanecer no corpo por até 10 anos e a única manutenção necessária é um ultrassom anual para garantir que ele esteja posicionado corretamente;
  3. Trata-se de um dos métodos sem hormônios, sem efeitos colaterais relativos a mudanças no metabolismo, acne ou risco de trombose;
  4. Se decidir engravidar, basta retirá-lo e partir para as tentativas;
  5. Está disponível no SUS e faz parte da cobertura da maioria dos planos de saúde.

Contras:

  1. Pode intensificar o fluxo menstrual e causar mais cólicas nos primeiros três meses após a inserção;
  2. Exige um período de adaptação para que o dispositivo se acomode corretamente;
  3. Ainda que raramente, pode haver rejeição por parte do organismo, que expulsa o DIU de cobre do útero;
  4. Também raramente, pode causar doença inflamatória pélvica ou perfuração da parede uterina.

Já os métodos definitivos são chamados assim por (pelo menos em teoria) não serem reversíveis. Eles são:

  • Laqueadura: A laqueadura é a ligadura ou laqueadura das trompas. Pode ser realizada entre 24 e 48 horas após o parto normal ou logo após a cesárea, sem a necessidade de um novo procedimento. Até pouco tempo atrás, esse era um método que dependia de questões um tanto quanto polêmicas (como autorização do marido e idade mínima) para ser realizado, mas a boa notícia é que essas burocracias devem acabar em breve

Prós:

  1. Pode ser feita logo após o parto (desde que realizado o planejamento familiar durante a gravidez);
  2. Não prejudica a libido;
  3. Pode ajudar mulheres que correm riscos em uma nova gravidez.

Contras:

  1. Não protege contra ISTs;
  2. É um procedimento de difícil reversão;
  3. Burocracias para conseguir o procedimento pelo SUS.

  • Vasectomia: A vasectomia é realizada no homem ou pessoa com testículos da relação e, por isso mesmo, não tem data certa para ser feita. Caso você e a sua parceria optem por ela, a cirurgia pode ser realizada mesmo durante o tempo da sua gestação. Alerta: até 3 meses após o procedimento ainda existe o risco de gravidez, uma vez que alguns espermatozóides podem permanecer nas vias seminíferas (aqueles “caninhos” que transportam o esperma). 

Prós:

  1. É um procedimento considerado simples e com rápida recuperação;
  2. Não tem efeitos e consequências na ereção;
  3. É menos complicado do que a laqueadura;
  4. Pode ser feita logo após o parto.

Contras:

  1. Apesar de ser considerado um “contra” raro, existe a possibilidade dos vasos crescerem e se ligarem novamente.

Contraceptivos que podem ser usados nos primeiros 6 meses após o parto

Já aquelas que, por qualquer motivo, precisam ou optam por esperar algum tempo para ter uma vida sexual ativa novamente, já podem (com recomendação médica, entendendo e respeitando as particularidades de cada corpo) fazer uso de alguns métodos contraceptivos hormonais. São eles: DIU hormonal, implante (Implanon®), contraceptivo hormonal injetável de progestagênio e minipílula.

Os métodos hormonais funcionam a partir de versões sintéticas ou naturais de estrogênio e progesterona (também conhecidos como hormônios sexuais). Eles podem prevenir a gravidez de algumas formas: impedindo a ovulação, promovendo o espessamento do muco cervical (o que dificulta a entrada do espermatozóide), tornando o endométrio menos receptivo ao óvulo fecundado ou até alterando a motilidade das tubas uterinas. 

  • DIU hormonal: é um dispositivo que, quando colocado no útero, libera baixas taxas de progesterona, alterando o endométrio (camada interna do útero), o que dificulta a implantação do embrião (que é o óvulo fecundado). Pode permanecer no corpo de 5 a 7 anos. 

O DIU hormonal pode ser inserido até 48h após o parto - após esse prazo, deve-se esperar o mínimo de 40 dias para a inserção. Essa espera é necessária porque existe uma maior chance de expulsão do dispositivo quando comparado com sua inserção depois que o útero voltou ao tamanho normal.  Por isso, é essencial que você tenha acompanhamento médico durante o período de adaptação.

Prós:

  1. Reduz o fluxo menstrual;
  2. Pode controlar os sintomas da endometriose, como dores pélvicas (cólicas);
  3. Duração média de cinco anos;
  4. Sem estrogênio na composição (hormônio responsável pelo risco de trombose e outras complicações vasculares);
  5. Pode ser usado durante a amamentação;
  6. Pode ser removido a qualquer momento, com rápido retorno da fertilidade espontânea;

Contras: 

  1. Exige um período de adaptação para que o dispositivo se acomode corretamente;
  2. É mais caro do que a opção não hormonal (no entanto tem a cobertura de diversos planos de saúde);
  3. Mulheres que já tiveram câncer de mama não devem usar DIU hormonal.

  • Implanon®: Um implante subdérmico contraceptivo (ou seja, é implantado da região subdérmica do antebraço), o Implanon® é composto por progesterona (com 68 mg de etonogestrel), um hormônio produzido pelos ovários, e é considerado um contraceptivo de longa duração (3 anos). Assim como o DIU hormonal, o Implanon pode ser inserido até 48h após o parto ou então a partir do 40º dia pós-parto.

Prós:

  1. É considerado o método contraceptivos mais prático;
  2. Menor índice de falha com relação a todos os outros métodos contraceptivos;
  3. Melhora os sintomas da TPM;
  4. Dura até três anos, mas pode ser removido a qualquer momento;
  5. Em muitas mulheres, leva à diminuição ou até parada total da menstruação (chamada tecnicamente de amenorréia).

Contras:

  1. Não protege contra ISTs;
  2. É um método mais caro;
  3. Existe o risco de não adaptação e de efeitos colaterais.

  • Contraceptivo hormonal injetável de progestagênio: com aplicação trimestral, geralmente é uma alternativa um pouco mais espaçada às pílulas e funciona especialmente para quem não se adaptou a elas.

Prós:

  1. Aplicação espaçada - ou seja, não precisa de manutenção diária;
  2. É considerado um método extremamente eficaz.

Contras:

  1. Pode desregular a menstruação;
  2. Pode causar acne, dores na mama e ganho de peso.

  • Minipílula: pílula anticoncepcional que tem a progestina em sua composição, a minipílula previne a ovulação, deixa o muco cervical mais espesso (o que dificulta a vida dos espermatozóides) e afina a parede interna do útero (endométrio), o que também impede a gravidez indesejada.

Prós:

  1. É ideal para mulheres que sofrem com efeitos colaterais do estrogênio;
  2. Não altera a libido.
  3. Bom custo/benefício

Contras:

  1. Não previne contra ISTs;
  2. Pode causar desregulação menstrual;
  3. Deve ser tomada todos os dias, de preferência no mesmo horário, para ter eficácia garantida - o que os especialistas chamam de uso perfeito;
  4. Pode ser utilizada por quem está amamentando, menos de seis semanas após o parto;
  5. Dor de cabeça, náusea e acne também são efeitos possíveis.

Contraceptivos que podem ser usados apenas depois de 6 meses após o parto

Depois de 6 meses após o nascimento do bebê, também são liberados os seguintes métodos contraceptivos: diafragma e os contraceptivos hormonais combinados (pílula, adesivo, anel vaginal). Eles demoram mais um pouco para receber o aval dos ginecologistas porque interferem na produção de prolactina, o hormônio responsável pela produção do leite materno. 

  • Diafragma: O diafragma é um copinho em forma de cúpula com bordas flexíveis que é inserido na vagina antes da relação sexual. Apesar de não impedir a lactação, já que não funciona à base de hormônios, ele não é recomendado antes dos 6 meses após o parto porque sua eficácia depende do tamanho do colo do útero, medida afetada pelas mudanças nas dimensões da vagina e do aparelho de sustentação dos órgãos pélvicos que ocorrem no puerpério. 

Prós:

  1. O diafragma é reutilizável e pode ser usado por até 3 anos (fique de olho nas orientações do fabricante);
  2. Mais autonomia para pessoas com vulva;
  3. Boa opção para pessoas alérgicas aos preservativos com látex.

Contras:

  1. É necessário medir o colo do útero para identificar o tamanho certo do diafragma para cada pessoa (e o tamanho pode mudar com o tempo), por isso esse anticoncepcional é vendido apenas com prescrição médica no Brasil;
  2. Não protege contra ISTs;
  3. Pode sair do lugar com movimentos bruscos;
  4. Como é inserido no colo do útero, é importante que a pessoa tenha familiaridade com o próprio corpo para que o diafragma fique posicionado corretamente e possa criar uma barreira eficaz.

Contraceptivos que não devem ser usados durante a amamentação

  • Contraceptivos orais combinados: também conhecida como pílula anticoncepcional combinada, recebem esse nome porque combina dois hormônios diferentes: estrogênio e progesterona. Especialistas recomendam evitar a sua utilização alguns meses depois do parto (e apenas após o aval do ginecologista!) porque podem aumentar o risco de eventos cardiovasculares, além de prejudicar a quantidade e qualidade do leite materno.

Prós:

  1. Praticidade (basta passar na farmácia e adquirir a sua);
  2. Regulação do fluxo menstrual;
  3. Redução de sintomas típicos do período menstrual e da endometriose.

Contras:

  1. Como os demais contraceptivos hormonais, não protege contra ISTs;
  2. Deve ser tomada todos os dias, de preferência no mesmo horário, para ter eficácia garantida - o que os especialistas chamam de uso perfeito;
  3. Apesar do custo reduzido em relação aos outros métodos, é um gasto recorrente no orçamento;
  4. Pode causar alterações na libido e sintomas depressivos, além de aumentar o risco de trombose ou outras complicações cardiovasculares;
  5. A pílula anticoncepcional é contraindicada para pessoas com hipertensão e/ou diabetes, com mais de 35 anos de idade, pessoas que fumam mais de 15 cigarros por dia e/ou tem histórico de doença cardiovascular;
  6. Pode ter eficácia prejudicada quando tomada junto a outras medicações como: antibióticos, anticonvulsivantes, antifúngicos, antirretrovirais (principalmente aqueles usados para tratar o HIV), entre outros. Converse com sua médica ou médico sobre essa possível interação.


Estou amamentando, tem algum anticoncepcional que eu não posso tomar de jeito nenhum?

A questão é que, até uma avaliação específica do seu caso, é difícil responder se existe algum método que não pode ser usado de jeito algum. 

Como nós comentamos no texto, os contraceptivos hormonais combinados são contraindicados até o sexto mês depois do parto por causa do risco de eventos cardiovasculares, como a trombose. Além disso, o componente estrogênico prejudica a amamentação, já que pode suprimir a produção de prolactina, aquele hormônio responsável pela produção do leite e, por isso, não é recomendado seu uso durante a amamentação, independentemente do tempo pós-parto.

Como nós sempre dizemos por aqui: cada caso é um caso. Então, antes de descartar qualquer possibilidade ou escolher um método para chamar de seu, é muito importante que você procure um ou uma ginecologista.

Se eu engravidar no pós-parto, é perigoso para o bebê?

O Colégio Americano de Ginecologia e Obstetrícia (ACOG) define como período pós-parto as 12 semanas após o nascimento do bebê. Segundo a ACOG, é nesse momento que o corpo se modifica até “voltar” ao que era antes da gravidez.

Exatamente por isso, engravidar em menos de 6 meses após um parto anterior pode sim trazer riscos à gestação. Entre esses possíveis problemas estão o desenvolvimento de anemia, sangramentos, ruptura prematura das membranas, endometrite puerperal, rotura uterina, óbito fetal e outras.

Pensando em intervalo entre gravidezes, a OMS recomenda ao menos 24 meses entre uma e outra. Já a ACOG incentiva que profissionais aconselhem pacientes sobre os riscos de uma nova fecundação com menos de 18 meses após o parto, incluindo nisso a possibilidade de parto prematuro.  

 

Apesar de ser importante ter conhecimento sobre todos esses dados, aqui na Oya nós acreditamos que o momento ideal para cada gravidez precisa ser definido pelo casal e com a opinião de um especialista. Isso com base no planejamento familiar, status de saúde, fertilidade, além de fatores psicológicos e sociais. Por isso, antes de aumentar a família, procure um ginecologista.

Aliás, quando posso retornar às atividades sexuais?

Como já comentamos outras vezes aqui no blog da Oya, tudo vai depender de como a mulher se sente. Mas, pensando de forma mais técnica, em geral, as atividades sexuais são liberadas após 40 dias em casos de partos sem complicações.

Mas não se cobre! Talvez não seja tão fácil assim retomar a vida sexual logo de cara: além do estresse causado pelas novas responsabilidades, até mesmo fatores fisiológicos podem atrapalhar a “volta à cama”. É o caso, por exemplo, da presença de prolactina em altas quantidades. Esse hormônio, que tem como função principal estimular a produção de leite, pode trazer como consequência a secura vaginal, a diminuição da libido, além de alterações de sono e de humor.

Por isso, dê tempo ao tempo, e, se houver alguma dúvida, procure a ajuda de um/uma ginecologista.

Mas é possível engravidar amamentando?

A amamentação é considerada pela medicina como uma estratégia extra (e natural) para evitar a gravidez. Isso acontece porque a produção de prolactina (hormônio relacionado ao aleitamento) inibe picos do GnRH, hormônio essencial para o funcionamento do ciclo menstrual e para a ovulação.

Mas para que isso de fato evite uma ovulação e, consequentemente uma gestação, a mulher precisaria estar em aleitamento materno exclusivo, com mamadas extremamente regulares Por isso a amamentação não é um método contraceptivo 100% seguro.

Agora que você já sabe disso e já conhece algumas das opções disponíveis para lactantes, que tal decidir qual é a melhor opção para o seu caso?

Quem pode me ajudar a escolher o melhor método contraceptivo para tomar amamentando?

Nem sempre a escolha de contraceptivos feita antes da gravidez se mostra ideal para o período de aleitamento e a mudança de rotina que segue o parto. Pensando nisso, a Oya criou a Jornada da Contracepção, uma consulta online com ginecologista com foco em te ajudar a encontrar um método anticoncepcional seguro para chamar de seu.

Funciona assim:

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