Em busca do melhor anticoncepcional - Parte 2: métodos hormonais

Chegou a hora de continuarmos nossa jornada pelo universo dos anticoncepcionais. Hoje vamos falar sobre os contraceptivos hormonais. Existem várias alternativas dentro desta categoria, mas todas elas funcionam a partir de versões sintéticas de estrogênio e progesterona, os chamados hormônios sexuais. Algumas oferecem uma combinação de ambos, enquanto outras usam apenas a progesterona como princípio ativo.

Chegou a hora de continuarmos nossa jornada na busca do melhor anticoncepcional. Você conhece todas as opções de métodos contraceptivos disponíveis no mercado? Tem certeza? É hora de fazer o teste!

Hoje vamos falar sobre os contraceptivos hormonais. Existem várias alternativas dentro desta categoria, mas todas elas funcionam a partir de versões sintéticas de estrogênio e progesterona, os chamados hormônios sexuais. Algumas oferecem uma combinação de ambos, enquanto outras usam apenas a progesterona como princípio ativo.

Os contraceptivos hormonais previnem a gravidez ao impedir a ovulação ou ao promover o espessamento do muco cervical (dificultando a entrada do espermatozoide). Algumas opções combinam esses dois "modos de ataque", e o mercado oferece soluções com fatores adicionais de proteção. Vale lembrar que os métodos hormonais não oferecem proteção contra ISTs, por isso o preservativo também deve fazer parte da sua rotina (incluindo relações entre pessoas do mesmo sexo!). Pense assim: é uma forma de se proteger duplamente!

Como escolher o melhor? Isso depende de você, mas estamos aqui para te ajudar. No carrossel você encontra uma ficha com as opções disponíveis e lá no nosso blog explicamos como cada uma delas funciona. Nossa dica? Além da eficácia, considere também fatores como custo, praticidade e efeitos colaterais.

Vamos juntas?

DIU hormonal

Efetividade: Mais de 99%

O DIU hormonal é um dispositivo de plástico inserido no útero capaz de liberar hormônio do tipo progesterona em versão sintética. Para prevenir a gravidez, o DIU suprime parcialmente a ovulação e também age no espessamento do muco cervical, impedindo que o espermatozoide alcance ou fertilize o óvulo. Os hormônios liberados pelo aparelho circulam apenas na região uterina e em menor quantidade do que a encontrada nas pílulas hormonais, de modo que os efeitos colaterais são bem mais sutis.

PRÓS

- Duração média de cinco anos;

- Sem estrogênio na composição (hormônio responsável pelo risco de trombose e outras complicações vasculares);

- Pode ser usado durante a amamentação;

-Pode ser removido a qualquer momento, com rápido retorno da capacidade fértil;

- Pode reduzir (ou até interromper) o fluxo menstrual.

CONTRAS

- Não protege contra ISTs;

- Possíveis efeitos colaterais incluem acne, dores de cabeça, ganho de peso, alterações de humor e dor na região pélvica e nos seios;

- Escapes imprevisíveis da menstruação;

- Apesar de raro, há risco de rejeição do DIU por parte do organismo;

- Algumas pessoas não se sentem confortáveis com a interrupção do fluxo menstrual.

Contraceptivo oral combinado
(a famosa pílula anticoncepcional)

Efetividade: 99% (uso perfeito), 91% (uso típico)

A pílula combinada tem esse nome porque combina dois hormônios diferentes: estrogênio e progesterona em suas versões sintéticas. Sua ação se dá por meio da inibição da ovulação, evitando, assim, a gravidez. Existem hoje várias opções de anticoncepcionais orais no mercado, com diferentes dosagens e formulações, por isso o mais recomendado é fazer a escolha com o apoio de um profissional de saúde que entenda as particularidades do organismo de cada pessoa.

PRÓS

- Praticidade (basta passar na farmácia e adquirir a sua);

- Regulação do fluxo menstrual;

- Redução de sintomas típicos do período menstrual e da endometriose.

CONTRAS

- Não protege contra ISTs;

- Deve ser tomada todos os dias, de preferência no mesmo horário, para ter eficácia garantida;

- Apesar do custo reduzido em relação aos outros métodos, é um gasto recorrente no orçamento;

- Pode causar alterações na libido, sintomas depressivos e risco de trombose ou outras complicações vasculares.

Minipílula

Efetividade: 99% (uso perfeito), 93% (uso típico)

Diferente da pílula combinada, a minipílula é um contraceptivo oral que contém somente um hormônio em sua composição: a progesterona em sua versão sintética. É uma ótima escolha para pessoas que desejam evitar o estrogênio, mas também não desejam ou podem optar pelo DIU hormonal. A minipílula impede a gravidez ao suprimir a ovulação.

PRÓS

- Pode ser utilizada por quem está amamentando, menos de um mês após o parto;

- Uma alternativa para pessoas que não se adaptaram à pílula combinada, com benefícios similares e sem os efeitos negativos do estrogênio (como o risco de trombose e outras complicações vasculares);

- Redução dos sintomas típicos do período menstrual;

CONTRAS

- Não protege contra ISTs;

- Deve ser tomada todos os dias, de preferência no mesmo horário, para ter eficácia garantida;

- Apesar do custo reduzido em relação aos outros métodos, é um gasto recorrente no orçamento;

- Pode causar sangramentos de escape imprevisíveis;

- O efeito colateral mais relatado são surtos de acne.

Contraceptivo hormonal injetável

Efetividade: 99% (uso perfeito), 94% uso típico

Injeção de hormônios administrada mensalmente ou uma vez a cada três meses. O contraceptivo injetável trimestral é indicado para quem não pode ou não deseja receber estrogênio, pois são compostos apenas de progesterona. Seu mecanismo de ação é parecido com o das pílulas tradicionais: suspensão da ovulação, espessamento do muco cervical e redução do endométrio.

PRÓS

- Maior intervalo de tempo entre as doses (30 dias ou 3 meses);

- Alivia cólicas menstruais e quadros de anemia;

- Pode reduzir sintomas associados à endometriose e à dor pélvica crônica;

CONTRAS

- Não protege contra ISTs;

- Após a interrupção do uso, a fertilidade pode demorar de 9 a 12 meses para voltar ao normal, atrasando planos de gravidez;

- Possíveis efeitos colaterais incluem: dor de cabeça, acne, alterações do humor, redução da densidade mineral óssea, vertigens e aumento de peso;

- Pode perder a eficácia se as injeções não forem tomadas dentro da periodicidade recomendada;

Adesivo hormonal

Efetividade: 99% (uso perfeito), 91% (uso típico)

Adesivo fino de plástico que adere à pele e libera hormônios (combinação de estrogênio e progesterona) através da pele, direto para a corrente sanguínea. Agem na suspensão da ovulação, impedindo, assim, a gravidez. Pode ser aplicado em diversas partes do corpo, como na parte inferior do abdômen, nádegas, costas, parte externa do braço ou parte superior do corpo. Deve ser substituído uma vez por semana, durante três semanas, quando é feito um intervalo de duas semanas para que ocorra a menstruação.

PRÓS

- Mais prático do que a pílula (deve ser trocado semanalmente);

- Regulação do ciclo menstrual;

- Efeitos colaterais são mais raros em relação a outros métodos hormonais;

CONTRAS

- Não protege contra ISTs;

- Pode se descolar ou perder a aderência, o que pode comprometer sua eficácia caso não seja trocado em 24h;

- Mesmo aplicado em locais discretos, pode ser visto por outras pessoas, podendo também causar alergias no local;

- Possíveis efeitos colaterais incluem náuseas, dores de cabeça, sensibilidade nos seios e risco de trombose ou outras complicações vasculares.

Anel vaginal

Efetividade: 99% (uso perfeito), 91% (uso típico)

É um anel fino, flexível com aproximadamente 5 cm de diâmetro. Deve ser inserido no canal vaginal, onde deve permanecer por 3 semanas. Na quarta semana, o anel deve ser removido para que ocorra a menstruação. Depois de uma semana, um novo dispositivo deve ser colocado. O anel age a partir de uma combinação de estrogênio e progesterona, que evitam a gravidez ao impedir a ovulação.

PRÓS

- Praticidade (depois de inserido, ele permanece no corpo por 3 semanas);

- Pode reduzir o fluxo menstrual e ajudar no tratamento de acne;

- Regulação do fluxo menstrual;

CONTRAS

- Não protege contra ISTs;

- Sensibilidade nos seios e dores de cabeça são os efeitos colaterais mais comuns;

- Por conter estrogênio, há risco de trombose e outras complicações vasculares.

Implante contraceptivo

Efetividade: mais de 99%

Bastão pequeno, com cerca de 2 mm de diâmetro por 4 cm de comprimento, implantado sob a pele da mulher, onde libera continuamente o hormônio progesterona. Sua ação bloqueia a ovulação, impedindo a gravidez. Assim como o DIU, deve ser inserido por um profissional da área da saúde.

PRÓS

- Dura até três anos, mas pode ser removido a qualquer momento.

- Não contém estrogênio, reduzindo o risco de trombose e outras complicações vasculares.

CONTRAS

- Não protege contra ISTs;

- Deve ser aplicado apenas em consultório médico e requer anestesia local, além de deixar a região dolorida por alguns dias;

- Possíveis efeitos colaterais incluem acne, sensibilidade nos seios e ganho de peso.

E aí, se sente mais confiante para escolher o melhor anticoncepcional para você? Se o match ainda não rolou, calma: confira nosso dossiê sobre métodos de barreira e fique de olho nos nossos próximos posts sobre o assunto!

A contracepção é uma parte importante do planejamento da vida fértil e, assim como olhamos para ela, é importante manter os cuidados com a fertilidade em dia. Clica aqui pra saber mais sobre isso!

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