Em busca do melhor anticoncepcional - Parte 1: Métodos de barreira

Você conhece todas as opções de métodos contraceptivos disponíveis no mercado? Tem certeza? Preparamos um guia beeeem completo com todas as opções disponíveis no mercado e hoje é dia de falar sobre os métodos de barreira e o DIU de cobre. Venha saber mais sobre eles!

Não existe método contraceptivo bom ou ruim - existe o que funciona pra você. O melhor anticoncepcional é diferente para cada pessoa, cada corpo e cada fase da vida. Por isso, é importante que o tema esteja sempre no seu radar, para garantir que sua escolha atual seja realmente aquela que vai te ajudar a evitar uma gravidez indesejada (y otras cositas más!) hoje.

A escolha que você fez no início da sua vida sexual não precisa te acompanhar pelo resto da vida (a não ser que você queira, claro!) e está mais do que permitido mudar.

Pensando nisso, preparamos um guia beeeem completo com todas as opções disponíveis no mercado, listando os prós e contras de cada uma. Como a lista é grande, dividimos o conteúdo em três grandes blocos: métodos de barreira, métodos hormonais e métodos naturais ou ligados ao estilo de vida.

Aproveite para tomar notas e registrar todas as suas questões, que podem ser discutidas junto com seu médico de confiança e até mesmo seu/sua parceiro/a.

Métodos de barreira: em busca do melhor anticoncepcional

Como o nome já entrega, métodos de barreira são aqueles que protegem você de uma gravidez indesejada ao criar uma barreira no seu organismo, seja impedindo o contato do sêmen com a vagina, seja impedindo a fecundação já na região do útero. Alguns métodos de barreira ainda contam com a vantagem de servirem também de proteção contra boa parte das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).

Mesmo que o método de barreira não seja o melhor anticoncepcional para você, o preservativo deve estar sempre presente - isso vale também para relações entre pessoas do mesmo sexo - assim como a rotina de exames preventivos. No caso do HPV e infecções que causam feridas genitais, a transmissão pode acontecer mesmo com o uso do preservativo.

Métodos de barreira que previnem ISTs

  • Preservativo masculino (camisinha masculina)

Efetividade: 97% (uso perfeito) 86% (uso típico)

O preservativo masculino é uma bainha fina que cobre o pênis, evitando que o sêmen entre em contato com o corpo. É descartável, geralmente feito de látex ou poliuretano.

PRÓS

- Protege contra ISTs;

- Ampla variedade de opções (tanto de material, facilitando a vida de quem é alérgico, como de texturas e sabores para quem curte experiências diferenciadas);
- Fácil acesso (disponível em farmácias, supermercados, postos de gasolina, etc);
- Distribuído gratuitamente pelo SUS em postos de saúde e locais de circulação pública;

CONTRAS

- Produto descartável e não reciclável (usou uma vez, acabou);

- A versão mais comum, feita de látex, pode causar alergias ou irritações;


  • Preservativo interno (camisinha feminina)

Efetividade: 95% (uso perfeito) e 79% (uso típico)

Os preservativos internos são bolsas de poliuretano sem látex, finas, flexíveis e sem hormônios. Sua estrutura é composta por dois anéis que formam um tubo com uma das extremidades fechadas, para evitar que os espermatozoides entrem no útero. Uma parte do preservativo é inserida no canal vaginal e a outra fica posicionada do lado de fora. Pode ser usada também no ânus.

PRÓS

- Protege contra ISTs;

- Mais autonomia para pessoas com vagina;
- Pode ser colocado até 8h antes da relação sexual;

- Boa opção para pessoas alérgicas aos preservativos com látex;
- Se mantém no lugar com ou sem o pênis ereto;

CONTRAS

- Menos acessível que os preservativos masculinos;

- O uso perfeito exige prática, e a falta dela pode prejudicar a eficácia do método e o conforto durante o ato;
- Produto descartável e não reciclável (usou uma vez, acabou);

Métodos de barreira que NÃO previnem ISTs

  • Espermicida

Efetividade: 72% (quando usado sozinho)

Disponível em várias concentrações e formas (líquida, espuma, geleia, creme e supositório), o espermicida é uma substância química que imobiliza e destrói os espermatozoides durante a relação sexual. Ele pode ser usado sozinho (direto no canal vaginal, próximo ao útero) ou combinado com um diafragma ou preservativo (mais recomendado), deve ser inserido 30 minutos (no máximo!) antes da relação sexual, e só pode ser lavado de 6 horas depois do ato.

PRÓS

- Livre de hormônios;

- Mais autonomia para pessoas com vulva;

CONTRAS

- Não protege contra ISTs;

- Baixa efetividade quando usado sozinho;
- Pode causar irritações, reações alérgicas e infecção no trato urinário;
- Apesar de ser fácil de aplicar, o uso perfeito exige controle rígido dos horários de aplicação e limpeza;



  • Diafragma

Efetividade: até 96% (uso perfeito); 88% (uso típico)

O diafragma é um copinho de silicone em forma de cúpula que é inserido na vagina antes da relação sexual. A membrana deve cobrir o colo do útero para impedir a entrada de espermatozoides - algumas pessoas optam por usá-lo em conjunto do espermicida, aumentando a efetividade do método. É importante manter o diafragma no corpo por no mínimo 6 horas após a relação sexual, tempo máximo que o espermatozoide sobrevive no canal vaginal, mas ele não deve permanecer ali por mais de 24 horas.

PRÓS

- O diafragma é reutilizável e pode ser usado por até 3 anos (fique de olho nas orientações do fabricante);

- Mais autonomia para pessoas com vulva;
- Boa opção para pessoas alérgicas aos preservativos com látex;

CONTRAS

- É necessário medir o colo do útero para identificar o tamanho certo do diafragma para cada pessoa (e o tamanho pode mudar com o tempo), por isso eles são vendidos apenas com prescrição médica no Brasil;

- Não protege contra ISTs;
- Pode sair do lugar com movimentos bruscos;
- Como é inserido no colo do útero, é importante que a pessoa tenha familiaridade com o próprio corpo para que o diafragma fique posicionado corretamente e possa ser eficaz;



  • Dispositivo Intrauterino (DIU) de cobre

Efetividade: Mais de 99,9%

O DIU de cobre é o método anticoncepcional reversível mais usado no mundo. Trata-se de um aparelho pequeno e flexível em forma de T que é inserido dentro do útero, liberando íons de cobre na região. A substância tem ação espermicida, que inativa os espermatozoides e impedem a fecundação do óvulo. O DIU é considerado um método contraceptivo de longa duração, e sua validade é de 10 anos. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o dispositivo não causa infertilidade e nem aumenta as chances de complicações no parto ou na gravidez, sendo recomendado tanto para pessoas que já tiveram filhos, quanto para quem nunca engravidou.

PRÓS

- Altamente efetivo na prevenção de gravidez indesejada;

- Praticidade: uma vez colocado, o DIU pode permanecer no corpo por até 10 anos e a única manutenção necessária é um ultrassom anual para garantir que ele esteja posicionado corretamente;
- Trata-se de um método não hormonal, sem efeitos colaterais relativos a mudanças no metabolismo, acne ou risco de trombose;
- Se decidir engravidar, basta retirá-lo e partir para as tentativas;
- Está disponível no SUS e faz parte da cobertura da maioria dos planos de saúde;

CONTRAS

- Pode intensificar o fluxo menstrual e causar mais cólicas nos primeiro três meses após a inserção;

- Exige um período de adaptação para que o dispositivo se acomode corretamente;
- Apesar de ser raro, pode haver rejeição por parte do organismo, que expulsa o DIU do útero;

E aí, se sente mais confiante para escolher o melhor anticoncepcional para você? Se o match ainda não rolou, calma: nas próximas semanas, postaremos a continuação do dossiê com tudo que você precisa saber sobre métodos hormonais e os métodos naturais/e ou comportamentais para evitar a gravidez indesejada.

A contracepção é uma parte importante do planejamento da vida fértil e, assim como olhamos para ela, é importante manter os cuidados com a fertilidade em dia. Se você nunca pensou sobre isso, veja no próximo artigo por que vale a pena começar essa conversa agora mesmo, ainda que você não pense em ter filhos no momento!

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