Fundamentos do Prazer, da Netflix, na tela de notebook

Por que assistir Fundamentos do Prazer na Netflix?

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O que nós mulheres sabemos sobre nossos corpos, nossas mentes, nossas relações e em que medida esses elementos influenciam nossa capacidade de sentir prazer? A minissérie documental Fundamentos do Prazer (Principles of Pleasure), lançada pela Netflix em março de 2022, nos convida a refletir e acessar nossa capacidade e liberdade de sentir colocando em evidência os papeis da biologia, da cultura e sociedade no nosso relacionamento com o sexo. Tudo isso de forma leve e bem humorada, ainda que super educativa.

Nós da Oya, primeira clínica virtual de saúde feminina do Brasil, recomendamos, hein?!

Ainda não deu o play em Fundamentos do Prazer? Vem com a gente entender tim-tim por tim-tim por que assistir!

Fundamentos do Prazer: feita por mulheres, com mulheres e para mulheres (e com diversidade!)

Mulheres na frente e atrás das câmeras: esse é certamente um dos diferenciais de Fundamentos do Prazer, criada e dirigida por Niharika Desai (que também assina o roteiro). 

E quando dizemos mulheres, dizemos no plural. Entre especialistas e pessoas que aparecem dando seus depoimentos sobre prazer e sexualidade, estão mulheres negras, asiáticas, brancas, trans, cis, pessoas não-binárias, hétero, bi e homossexuais de diferentes idades, religiões e origens sociais. Essa pluralidade dá interessância à conversa e demonstra as experiências comuns do gênero feminino, sem esquecer a diversidade que se inscreve nessa categoria.

Em Fundamentos do Prazer, os depoimentos de mulheres são conduzidos por um fio narrativo que educa sem arrogância e humaniza dúvidas.

A diversidade também está presente entre as cientistas, educadoras sexuais, terapeutas e donas de sex shop que aparecem em posição de autoridade na série. Nada de especialistas homens, héteros, brancos e cis de terninho sentados em uma biblioteca. Nem mesmo tudo isso, só que no feminino. 

As referências de Fundamentos do Prazer são mulheres negras, brancas, gordas, magras, jovens e não tão jovens, mães ou não. Além de trazer ao documentário a voz da sabedoria e da ciência, elas permeiam seus próprios depoimentos com histórias pessoais, fato que dá um conforto a mais a quem acompanha enquanto aprende que vulva e vagina são coisas diferentes.

Em Fundamentos do Prazer, informação científica e depoimentos são acompanhados também de uma produção visual atraente, trilha sonora divertida e envolvente e pela narração da atriz e humorista Michelle Buteau (mesma narradora do reality The Circle EUA). 

Quem propõe a conversa - a diretora, criadora e roteirista Niharika Desa - também não é pouco experiente: foi ela a responsável pelo documentário The Power of Kindness, estrelado pela Lady Gaga (2021) e pela série documental Gaycation lançada em 2016 e protagonizado pelo ator Elliot Page.

Atenção: a partir daqui você pode talvez esbarrar com alguns spoilers de Fundamentos do Prazer!

“Nossos corpos”: o papel da biologia na sexualidade feminina

Quantos silêncios você consegue identificar na sua trajetória como ser sexual? Quantos e quantos “nãos” que são silêncios e silêncios que são “nãos”? O primeiro episódio de Fundamentos do Prazer começa a narrativa falando justamente sobre esses não-ditos a respeito da sexualidade feminina

Nomeado como “Nossos corpos”, esse capítulo aborda como aspectos da biologia feminina influenciam a percepção do mundo sobre nós e como essa interpretação, seus padrões, estereótipos e mitos afetam nossa capacidade de viver a sexualidade

Perceba que aqui não falamos que, isoladamente, há aspectos da biologia feminina que influenciam ou afetam negativamente nossa forma de experimentar prazer - mas sim que a forma como somos lidas (por nós e pelos demais) enquanto pessoas do sexo feminino tem impacto sobre nossa sexualidade e prazer. É o tal do gênero, a nós atribuído mesmo antes do nascimento com base na forma com que nossa genitália se organiza.

Conosco, não se fala sobre sexo. Na adolescência, ouvimos: NÃO FAÇA SEXO!, um imperativo que impõe um temor quase paralisante sobre a gravidez, uma espécie de “punição” para quem ousa fazer sexo antes do casamento. Na idade adulta, toda essa conversa (quase um regulamento, na verdade) se transforma em silêncio. É íntimo, é particular, é desconfortável… E conversas sobre corpo, sexualidade e prazer deixam de acontecer tanto entre nós e as mais próximas amigas, quanto entre nós e nós mesmas. Vivemos em desconhecimento.

No primeiro episódio de Fundamentos do Prazer, a fala de uma das entrevistadas marca muito. Ela diz: “Aprendi que sexo é algo que uma mulher muito atraente faz para um homem, como um presente”, enquanto relata que cresceu comparando as formas do próprio corpo às capas das revistas Playboy que o pai tinha em casa. 

A frase, que poderia se referir a N imagens culturais de sexualidade (Banheira do Gugu e Concurso de Camiseta Molhada, pra citar exemplos bem brasileiros), pode ser interpretada quase como uma normativa inconsciente: “Se eu não sou assim (um homem branco hétero cis) sexo não é pra mim. E se eu não sou dessa outra forma (mulher branca hétero cis com um corpo magro, com os seios de tal jeito, barriga X e bunda Y) nem para oferecer sexo (como um objeto sem prazer) ao outro eu sirvo”.

Prazer também é poder

Para a nossa sociedade, quem pode expressar sexualidade e o que nossos corpos têm a ver com isso? É um dos questionamentos que Fundamentos do Prazer trazem ao debate. Em mais uma citação tirada da série documental: “Como é o prazer se você vive em um mundo que tem sempre um alvo nas suas costas?”.

Podemos reformular esse questionamento da seguinte forma: por que até mesmo algo tão trivial quanto o prazer é negado a quem ocupa posições inferiores em relação aos padrões normativos? Uma das respostas: prazer também é poder porque prazer é conhecimento - e se tem uma coisa que a gente sabe aqui na Oya é que conhecimento é poder

Foi por esse jogo de poder que nossos corpos femininos foram considerados inerentemente doentes. É por esse jogo de poder que a medicina ainda não é feita para mulheres. É por esse jogo de poder que estamos perdendo a possibilidade de ter 29% artigos a mais sobre saúde pública, 26% sobre violência de gênero, 25% sobre ginecologia e 18% sobre saúde mental. 

Outro ponto alto do primeiro episódio é o guia de vibradores, tema que você viu no blog da Oya primeiro.

“Nossas mentes”: o prazer não acontece só no corpo

Neurociência e saúde mental estão no centro da conversa no segundo episódio de  Fundamentos do Prazer. Logo no início a narrativa nos conta: o prazer acontece no cérebro.

A palavra “neurociência” assusta um pouco, mas o didatismo da série torna mais fácil a tarefa de entender alguns mistérios sobre o cérebro, esse órgão tão complexo que é o centro de controle do organismo, mas que também participa da construção do nosso bem-estar.

Os hormônios também aparecem como parte fundamental da conversa no episódio intitulado “Nossas mentes”. Nesse ponto são desconstruídos mitos que nos levaram a crer que seres biologicamente femininos são mais controlados (ou descontrolados) pelos hormônios do que pessoas do sexo masculino. Esse capítulo dá uma super aula muito didática e fácil de entender sobre as fases do ciclo menstrual e a ação dos hormônios progesterona e estrogênio em nosso corpo durante cada uma delas. 

Nesse recorte, os impactos da pílula anticoncepcional e o fato desse medicamento pouco ter evoluído ao longo dos anos em matéria de efeitos colaterais são temas discutidos. Uma das entrevistadas resume bem o sentimento de muitas de nós: “Foi muito estranho porque eu estava tomando esse remédio para transar e aí eu não gostava mais  de transar tanto assim.”

Seria cômico se não fosse trágico o fato de voltarmos novamente ao ponto: a ciência e a medicina ainda não são feitas para as mulheres e prazer é poder, por isso talvez não interesse que a gente também experimente prazer.

Saúde para quem?

Essa dificuldade de conexão com a ciência e com os profissionais de saúde é mais um dos assuntos abordados no segundo episódio de Fundamentos do Prazer. A necessidade de atendimento sem julgamentos, sem tabus e com empatia é defendida pelas entrevistadas - debates que estão no centro da missão da Oya, a primeira clínica virtual de saúde feminina do Brasil.

O fato de que para pessoas LGBTIAP+ e não-brancas a procura por atendimento médico com todas essas características positivas (e fundamentais!) é ainda mais penosa também é abordado em Fundamentos do Prazer.

“Nossas relações”: ter prazer a dois (ou a três ou a mais…)

Ok, aprendemos a conhecer nosso corpo e nossa mente, mas o que acontece quando colocamos outro(s) corpo(s) e outra(s) mente(s) na jogada? É sobre isso que o terceiro episódio de Fundamentos do Prazer trata. 

“Nossas relações” fala sobre o quanto as vergonhas, as autocobranças e as convenções sociais aparecem como barreiras ainda mais difíceis de transpor quando o assunto é ter prazer com outra pessoa. É a busca pela tal performance perfeita, o medo do que vão achar de nossos corpos, nosso peso, nossas características e o questionamento: “eu sou normal?”, seja esteticamente, seja em matéria de desejos.

Não tema: “Atração, preferência sexual, prazer, nada disso segue um roteiro de normalidade - desde que todos os parceiros concordem e deem consentimento, vá em frente”, nos conforta Fundamentos do Prazer. Para facilitar esse encontro, “Nossas relações” dá até pistas de como abrir a conversa com nossas parcerias sexuais sobre o que nos dá prazer e como explorar nossos corpos enquanto conhecemos outros. A jornada pode ser deliciosa!

Fala-se sobre tipos de desejo e sobre por que alguns casais parecem enfrentar desencontros na cama. E a chave para a resolução desse impasse: COMUNICAÇÃO (parece até clichê dizer).

Nesse episódio também temos uma das partes mais sensíveis da narrativa: fala sobre traumas, assédio e outras experiências negativas enfrentadas por mulheres desde a infância. Difícil não se emocionar e/ou se identificar com os depoimentos das entrevistadas.

Fundamentos do Prazer por Oya Care

Nós da Oya queremos estimular conversas francas e baseadas em evidências científicas sobre sexo e prazer. E temos muito conteúdo com o aval de super profissionais de saúde. Vem ver!

Como escolher o vibrador perfeito?

Existem dezenas de modelos de vibrador disponíveis no mercado atualmente, oferecendo diferentes tipos de estímulo para diferentes tipos de corpos e de preferências. Ou seja, opção é o que não falta. Isso é maravilhoso mas, ao mesmo tempo, um grande desafio - afinal, como chegar no match perfeito? Veja!

Como recuperar o tesão perdido?

Você sabia que o tesão também precisa ser nutrido no cotidiano? Se deixamos aquilo que nos move de lado, a libido se atrofia como um músculo que fica muito tempo sem ser movimentado. A boa notícia é que o treino para recuperá-la é muito mais gostoso do que qualquer musculação, e pode ser incluído com tranquilidade no nosso dia a dia. Continue a leitura e saiba mais!

Vulva com vulva: um guia de saúde sexual

Existe sexo (e muito!) para além do contato entre pênis e vulva. E onde há sexo, há risco de se contrair alguma infecção sexualmente transmissível (IST). A heteronormatividade faz muita gente acreditar que a penetração pênis-vulva é regra, tornando todas as outras práticas automaticamente erradas e/ou menos importantes, mas não é bem assim que funciona. Leia mais!

Desvendando os diferentes tipos de orgasmo

Ao ler essa pergunta, boa parte das pessoas vai responder um só - ou melhor, vai coçar a cabeça e dizer "ué, e existe mais de um?". Já uma outra parte provavelmente já deve ter lido que uma pessoa com vulva pode ter diferentes tipos de orgasmo (de 12 a 15!). Entram nessa conta, por exemplo, tipos de orgasmo como o clitoriano, vaginal, anal e até mesmo o orgasmo induzido por exercícios físicos. Ficou curiosa? Continue a leitura!

Ainda dá tempo de tomar vacina contra o HPV?

O HPV, vírus causador do câncer de colo de útero, é a infecção sexualmente transmissível (IST) mais comum no mundo e assusta aquelas entre nós que são sexualmente ativas, mas não tiveram a oportunidade de se vacinar antes de iniciar a vida sexual. Descubra quando vale a pena tomar a vacina contra o HPV.

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