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Dor ao urinar: o que fazer?

SUMÁRIO

A gente aqui na Oya aposta que você ou já sentiu dor ao urinar ou conhece alguém que já tenha passado por esse aperto. Mas, apesar de ser um “fenômeno” bastante comum, muita gente não tem nem ideia dos motivos que causam esse desconforto e, muitas vezes, não procura ajuda médica para resolver o problema.

Escute agora a estranha história da dor ao urinar que virou um cisto enorme, episódio do podcast Não Inviabilize em parceria com a Oya Care. 

Por isso, na conversa de hoje nós vamos explorar o que pode significar e o que fazer nesses casos. Vamos juntas?

Dor ao urinar: o que pode ser?

Como já adiantamos na introdução, a dor ao urinar é um problema bastante frequente, especialmente quando falamos sobre a saúde íntima de pessoas do sexo feminino e tem como principal responsável a infecção de trato urinário (ITU), também conhecida como infecção urinária.

Considerada a infecção bacteriana mais comum nos seres humanos, ela acontece quando as bactérias que vivem na região da vagina e do ânus se multiplicam e acabam “invadindo” a uretra. 

Tá, mas porque isso é tão comum em pessoas do sexo feminino? Para o nosso azar, a anatomia é a grande culpada por pessoas com vulva sofrerem mais com a doença. Isso acontece porque a uretra das mulheres é mais curta (com só 4 centímetros), o que facilita o “trabalho” dessas bactérias.

Mesmo tão comum, o diagnóstico da doença pode ser bastante complexo. Existem diversos tipos de ITU, e o que muda entre elas é o local afetado:

  • A infecção urinária baixa é aquela que ataca a uretra e a bexiga (ou as duas juntas);
  • A infecção urinária alta chega até os rins, a pelve renal (estrutura entre os rins e ureter) e até os ureteres (dois “caninhos” que saem dos rins, atravessam a pelve e se ligam na bexiga).

Além disso, a medicina também divide a ITU em:

  • Cistite: infecções na bexiga; 
  • Infecção urinária de repetição: frequência de 2 infecções em 6 meses e 3 em 1 ano
  • Pielonefrite: infecção que atinge o rim;
  • Abscesso perinefrético: o acúmulo de pus ao redor do rim. 

Fatores de risco para a infeção urinária

Além da anatomia, alguns dos vários fatores de risco para a infecção urinária e, consequentemente, a dor ao urinar são:

  • Relações sexuais;
  • Gravidez;
  • Segurar o xixi por muito tempo;
  • Incontinência urinária;
  • Menopausa;
  • Diabetes;
  • Baixa imunidade;

No caso de doenças pré-existentes, o seu não tratamento deixa o nosso organismo mais frágil e apto para infecções. Já a gravidez é considerada como um fator de risco por causa do aumento da circulação sanguínea na região pélvica que facilita a circulação das bactérias do ânus para a uretra.

Crianças e idosos podem também ter como fator de risco para a infecção urinária o uso de fraldas sujas por muito tempo. Por isso, nesses casos, todo o cuidado com higiene é pouco

Agora, quando a gente fala sobre o ato sexual enquanto um fator de risco, não estamos dizendo que a infecção urinária é uma infecção sexualmente transmissível (ISTs). O risco se dá porque a relação sexual (principalmente com penetração) pode facilitar o acesso de bactérias até o trato urinário.

Por isso, recomendamos que você sempre faça xixi logo depois de ter relações sexuais, antes mesmo de tirar aquele cochilinho. A urina ajuda a limpar o canal da uretra, impedindo a “subida” de bactérias e outros resíduos que podem causar infecção urinária.

Outra coisa que achamos importante comentar é que segurar o xixi por muito tempo pode, sim, causar dor ao urinar e acabar virando uma infecção. Isso porque a urina é considerada um dos sistemas de defesa do nosso organismo e, quando não vamos ao banheiro com frequência, impedimos a limpeza e eliminação das bactérias que acabaram entrando na bexiga. 

Você sabia que mulheres e homens devem fazer xixi de 6 a 8 vezes por dia? Por isso, além de tomar bastante água, é importante que você deixe a preguiça de lado e arrume um tempo durante o trabalho para dar aquele pulinho no banheiro! Isso evita dor ao urinar, infecções no trato urinário e até a formação de pedras no rim.

Sintomas da infecção urinária

Como nós já comentamos, a infecção e a dor ao urinar acontecem quando a bactéria é levada até a uretra, onde acaba infectando uma ou mais estruturas do trato urinário. 

Exatamente por isso, é fundamental procurar um médico logo no começo dos sintomas, que podem ser:

  • Vontade constante de fazer xixi;
  • Dor ao urinar;
  • Sangue no xixi;
  • Corrimento;
  • Febre;
  • Urina com coloração mais escura, turva e cheiro forte;
  • Sangue no xixi;
  • Náuseas e vômitos;
  • Taquicardia;
  • Dor nas costas;
  • E, em casos mais críticos, confusão mental e na fala, diminuição da mobilidade e rosto abatido.

Candidíase ou infecção urinária?

A candidíase e a ITU podem ter alguns sintomas parecidos, já que as duas são infecções: dor ao urinar, desconfortos e vermelhidão são alguns dos exemplos disso. Por isso, é super importante que você procure um ginecologista para entender de onde surge o seu desconforto e, assim, conseguir tratar a doença da forma mais efetiva possível.

Tratamento da infecção urinária

O uso de antibióticos é a forma mais comum de tratamento para a infecção urinária, mas isso também pode ser complementado com receitas caseiras, como o suco de cranberry, principalmente como aliadas na prevenção da dor ao urinar.

Importante: apesar de ser bastante recomendado nos casos de infecção e dor ao urinar, ainda não existem evidências de que o cranberry seja de fato benéfico. Por isso, vale usar a dica como apoio para tratamento, sem abandonar medicamentos receitados.

Nas infecções do trato urinário, o diagnóstico de um médico é fundamental para se livrar do incômodo e, especialmente, para garantir a efetividade do tratamento.

Além disso, para prevenir a repetição de dor ao urinar e de ITU, médicos recomendam que você beba bastante água (ou seja, algo entre 1,5 litro e 2 litros por dia). Alguns cuidados básicos, como higiene diária e xixi após o sexo também funcionam como formas de evitar a recorrência da doença. 

Ah, e se você é usuária de espermicida ou diafragma e sofre com infecções recorrentes, pode ser o caso de substituí-los por outros métodos contraceptivos.

O que é a infecção urinária de repetição?

Em mulheres, uma infecção urinária é considerada de repetição quando acontece com uma frequência de 2 infecções em 6 meses e 3 em 1 ano. 

Algumas pessoas estão sob um risco maior de desenvolver esse quadro. São elas:

  • Pessoas com diabetes mellitus;
  • Grávidas;
  • Pessoas que usam espermicida ou diafragma como método contraceptivo;
  • Pessoas que têm atividade sexual frequente;
  • Aquelas que já tiveram anormalidades no trato urinário;
  • Pessoas que já tiveram ITU anteriormente.

Além das recomendações que listamos acima, existem alguns outros tratamentos e medicamentos antibióticos disponíveis e recomendados especificamente para casos de ITU de repetição, mas todos eles precisam de aval e acompanhamento médico.

Os perigos da infecção urinária não tratada

 

A infecção urinária não tratada pode levar a doenças renais mais graves. Uma delas é a pielonefrite, que acontece quando as bactérias que causam a ITU chegam até os rins. 

Inflamatória e infecciosa, essa doença pode trazer consequências como febre alta, calafrios, sudorese, náusea, mal estar e dor ao urinar e, em casos mais graves, desencadear um quadro de sepse. Por isso, mais uma vez, para evitar uma doença renal crônica, é essencial que você procure um especialista assim que sentir os primeiros sintomas. 

Como conseguir uma consulta com ginecologista rápida e prática para falar sobre a dor ao urinar?

A infecção urinária ou infecção de trato urinário (ITU), é considerada a infecção bacteriana mais comum nos seres humanos. Isso porque estudos determinam que cerca de 50% a 80% mulheres e pessoas com vulva já tiveram a doença pelo menos uma vez na vida.

Por isso, ter um atendimento rápido, sem tempo perdido em filas e eficiente é fundamental para evitar formas mais complicadas da infecção urinária.

Com o SOS Ginecologista, a consulta online com ginecologista da Oya, você tem acesso a médicos/as especialistas e, consequentemente, a um tratamento adequado para o seu caso, independentemente de onde você esteja. Detalhe: caso a você procure pelo atendimento durante os dias da semanas e aos sábados, é possível agendar uma consulta para o mesmo dia!

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