Ícones simbolizam métodos para aliviar cólica menstrual

8 dicas naturais para aliviar a cólica menstrual, segundo a ciência

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Se você menstrua, é provável que conheça a dor da cólica menstrual. Mais ou menos 80% de todas as pessoas que menstruam sentem esse desconforto em algum momento da vida, enquanto até 15% sofrem tanto com as cólicas que a dor chega ao ponto de atrapalhar ou até impedir a rotina.

Por mais que seja normal sentir um certo desconforto durante aqueles dias, a dor em excesso pode ser um sinal de que algo aí dentro não vai bem. 

Mas, na maioria dos casos, aquelas coliquinhas cotidianas não passam de um efeito colateral das movimentações do organismo durante o ciclo menstrual. Para quem ainda não sabe, a menstruação é, nada mais, nada menos, que o nosso corpo mandando embora um óvulo que não foi fecundado junto com o endométrio. 

Pro endométrio se soltar, o útero se contrai. E o útero se contrai com a ajuda de uma substância chamada prostaglandina, que é liberada nessa fase do ciclo. Só que, quando em excesso, as prostaglandinas podem causar contração demais — daí a cólica menstrual chata.

Pra te ajudar com isso, aqui vão 8 dicas 100% naturais embasadas na ciência para te trazer mais alívio nesse momento:

8 jeitos naturais de aliviar cólica menstrual

1) Calor é uma boa pedida

A bolsa de água quente é uma queridinha do período menstrual, já que o calor faz com que os vasos sanguíneos se dilatem, relaxando o útero. Isso leva embora o excesso de prostaglandinas e torna a movimentação interna muito mais confortável para você.

Uma revisão de 6 estudos avaliou a eficácia do calor na diminuição da cólica menstrual. A análise estatística de dois desses estudos, que juntos observaram 274 mulheres, descobriu que aplicar um calor de 39 a 40°C no abdome era tão eficaz quanto tomar um anti-inflamatório ibuprofeno (princípio ativo presente na maior parte dos medicamentos indicados para a cólica menstrual) no alívio da dor. Incrível, né?

Se não tiver uma bolsa de água quente disponível por aí, tomar um banho bem quentinho e manter o corpo aquecido, principalmente os pés e o abdômen, também ajuda bastante!

2) Faça uma massagem com óleos essenciais

Que tal transformar aqueles dias em uma desculpa para se dar de presente uma massagem bem gostosa para relaxar? 

Uma massagenzinha suave no abdômen, nas laterais do corpo e nas costas é suficiente para ajudar a liberar a tensão acumulada pelas contrações do útero. Nesse período nosso corpo fica ainda mais sensível, e alguns toques em lugares estratégicos podem fazer milagres contra a cólica menstrual! 

A ciência comprova: uma revisão de estudos feita em 2021 com 1677 mulheres que sofriam de dores menstruais descobriu que as massagens podem ser eficazes para reduzir a dor, principalmente se associadas à aromaterapia com óleos essenciais.

Os óleos de lavanda, sálvia, manjerona, rosas, gengibre, alecrim, gerânio e peppermint são os mais recomendados para esse tipo de dor, mas não se esqueça de diluí-los antes de aplicar diretamente na pele para não causar irritações. 

Uma gota de óleo essencial por colher de chá do óleo carreador (vale óleo de coco, de jojoba, de semente de uva, abacate e até azeite, o que for mais fácil para você) é uma medida segura e suficiente.

3) Tenha um orgasmo

O orgasmo libera dentro da gente um monte de neurotransmissores do bem-estar e do prazer, e os principais são a ocitocina e a endorfina. A endorfina, aliás, é considerada um opióide (assim como a morfina, um dos analgésicos mais potentes que existem!), o que explica seu poder de diminuir a dor. 

Além do alívio do ponto de vista químico, o orgasmo também ajuda seu corpo a relaxar fisicamente. 

Lembra que falamos lá em cima que seu útero se contrai para expelir o endométrio durante a menstruação? Pois é, durante o orgasmo acontece a mesma coisa, mas o clímax é acompanhado de um relaxamento total do corpo, inclusive do útero, aliviando a dor. 

Consideramos o orgasmo a descarga de energia liberada pelo seu corpo devido ao acúmulo de tensão sexual obtido através do estímulo dos genitais e de outras zonas erógenas. Nesse processo, outras tensões acumuladas podem ser aliviadas também, como aquela da cólica menstrual.

Quer mais uma notícia boa? A libido costuma ficar potencializada durante o período menstrual graças ao boom de hormônios sexuais circulando pelo seu corpo. O aumento do fluxo de sangue também deixa a região da vulva (incluindo o clitóris!) bem mais sensíveis, o que pode ser sinônimo de orgasmo mais fácil e potente!

O exercício é tão poderoso que estudos indicam também que se autoestimular (ou seja, se masturbar) pode até mesmo dobrar sua tolerância à dor. Gostamos!

4) Escolha bem o que você come

Comidas salgadas ou gordurosas demais, bebidas alcoólicas, gaseificadas e cafeína em excesso causam inchaço e retenção de líquido, intensificando a cólica menstrual e outros sintomas chatos da menstruação.

Já reparou que naqueles dias antes do sangue descer seu corpo fica mais inchado, dolorido, e tudo que você quer é liberar tudo isso de alguma forma? Então! Em vez de escolher alimentos que maximizam esse efeito, prefira chás calmantes como gengibre ou menta, ou até mesmo água quente com limão

Já os chás de camomila,  canela e gengibre possuem ação anti-inflamatória e podem ajudar a reduzir o fluxo menstrual. O calor da bebida causa o mesmo efeito das bolsas de água quente, dilatando os vasos sanguíneos, por isso é importante evitar bebidas e alimentos muito gelados nesse período.

Se bater aquela vontade de açúcar (super normal, principalmente na TPM), frutas são a melhor pedida. Seu corpo agradece!

5) Repita comigo: MAGNÉSIO!

Apesar de ainda existirem algumas controvérsias sobre a capacidade de o magnésio diminuir a cólica, alguns estudos apontam esse nutriente tem dupla ação pra diminuir a cólica menstrual: relaxa o útero e reduz a liberação das prostaglandinas, agindo como anti-inflamatório. 

Então, pode caprichar nos alimentos ricos nesse nutriente: amêndoas, sementes (como de abóbora, linhaça e chia), espinafre, abacate e até mesmo chocolate amargo.

6) Beba água (e muita)

Para reduzir a retenção de líquido, você precisa de… mais líquido! Quanto mais líquido você beber, maior será o efeito diurético no seu organismo - ou seja, mais xixi você vai fazer, liberando seu corpo daquele inchaço desagradável e eliminando a prostaglandina, que causa a cólica menstrual, bem mais rápido.

Um estudo feito com 140 mulheres entre os 18 e 30 anos de idade concluiu que a ingestão de entre 1,6 e 2 litros de água por dia, por pelo menos dois ciclos menstruais, é capaz de diminuir a duração da menstruação, a quantidade de remédio tomado para aliviar a cólica e a intensidade da dor.

Melhor ainda se essa ingestão de líquidos for na forma de água quente ou morna (como nos chás), por aumentar o fluxo sanguíneo e relaxar os músculos. Comer alimentos que naturalmente contêm bastante líquido, como melancia, alface, pepino e morango, também é uma boa, além de ser uma delícia.

7) Movimente seu corpo

Fazer exercício menstruada pode não parecer o melhor dos mundos, mas acredite: se movimentar (mesmo que um pouquinho só) libera a maravilhosa endorfina, um analgésico natural do nosso corpo. Além disso, a atividade física tem efeito anti-inflamatório, agindo diretamente nos mecanismos que causam a cólica menstrual.

Uma revisão de 15 estudos que observaram 1681 mulheres mostrou que o exercício físico com enfoque terapêutico (ioga, alongamento e aeróbicos), realizado por mais de oito semanas, reduziu a dor. 

Vale uma caminhadinha, uma ioga leve ou qualquer outra atividade suave. Respeite seu limite, mas também se force a dar um tempinho do sofá para dar tchau mais rápido à cólica menstrual.

8) Respira fundo e relaxa

Estudos descobriram que pessoas muito estressadas têm o dobro de chance de sentir dor na menstruação. Se a cólica menstrual é causada pela contração dos músculos, faz sentido pensar que se soltar um pouco traga mais alívio, já que o estresse faz com que nossos músculos se contraiam sem a gente perceber. 

Estudos afirmam que o estresse inibe a produção dos hormônios sexuais LH (hormônio luteinizante) e FSH (hormônio folículo estimulante), o que afeta o desenvolvimento do óvulo durante o ciclo menstrual e a secreção de progesterona. Isso tudo leva a uma maior produção de prostaglandinas, que são as substâncias responsáveis pela cólica menstrual. 

Além disso, os hormônios do estresse, cortisol e adrenalina, também influenciam na secreção dessas prostaglandinas.

Além de todas essas dicas, temos também a opção de recorrer a um analgésico comum, que pode dar uma ajudinha extra nos dias mais difíceis. Os remédios não são seus inimigos, pelo contrário, só é importante ficar de olho para não exagerar, além de prestar atenção e perceber quando a cólica menstrual já não é mais normal

Quando a cólica menstrual pode ser sinal de que algo não vai bem?

Em alguns casos, as cólicas podem ser os primeiros sintomas de algo mais grave, como a endometriose (doença benigna e progressiva na qual o tecido endometrial cresce fora do útero, podendo gerar dor e infertilidade). 

A cólica menstrual “normal” aparece um pouco antes ou assim que a menstruação começa e passa após 12 a 72 horas. A dor geralmente é na parte inferior do abdome, abaixo do umbigo e na parte mais central, mas pode também ser acompanhada de dores nas costas e/ou nas coxas. 

Ligue o alerta se a dor for constante, aumentar e diminuir durante o ciclo, não estiver relacionada ao início da menstruação, se não for central ou de um lado só do abdome. Nesses casos, há uma chance de que não se trate apenas de uma cólica menstrual.

Se esse for seu caso, é importante procurar ajuda médica, viu?

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